Artigo Referencial
FERNANDES, Gabrielly Cruvinel and TERRA, Mauro Barbosa. Fobia social: estudo da prevalência em duas escolas em Porto Alegre. J. bras. psiquiatr. [online]. 2008, vol.57, n.2, pp. 122-126. ISSN 0047-2085. http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852008000200007.
Fobia Social
INTRODUÇÃO
FERNANDES, Gabrielly Cruvinel and TERRA, Mauro Barbosa. Fobia social: estudo da prevalência em duas escolas em Porto Alegre. J. bras. psiquiatr. [online]. 2008, vol.57, n.2, pp. 122-126. ISSN 0047-2085. http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852008000200007.
Fobia Social
INTRODUÇÃO
Fobia pode ser definida como medo irracional que provoca a esquiva
consciente do objeto, da atividade ou da situação específica temida. A presença
ou a antecipação da entidade fóbica provoca grave sofrimento no indivíduo
afetado, que reconhece sua ação como excessiva. De toda maneira, a reação
fóbica acarreta perturbação da capacidade de funcionamento do indivíduo.
Sabe-se que a ansiedade social excessiva afeta comumente crianças,
adolescentes e adultos, comprometendo a sua qualidade de vida de maneira
incapacitante. As crianças, principalmente as mais jovens, podem não reconhecer
seus medos como exagerados ou irracionais. Assim, os critérios diagnósticos
diferem em alguns aspectos daqueles utilizados para os adultos e o papel dos
processos desenvolvimentos deve ser levado em consideração. As crianças se
envolvem em diferentes tipos de interação social, que diferem dos adultos, e as
habilidades cognitivas delas não permitem completa compreensão do transtorno.
Para as crianças e os adolescentes, a duração dos sintomas é crucial
para a distinção entre a disfunção psicológica e a timidez transitória, de
temores de avaliação social e da consequente inibição social que pode
caracterizar crianças e adolescentes no seu desenvolvimento. Para jovens com
menos de 18 anos, a duração dos sintomas deve ser de, no mínimo, seis meses,
enquanto para adultos este período não é necessário.
Em amostras clínicas, o diagnóstico de fobia social é mais comumente
feito em jovens do sexo masculino. Porém, em estudos epidemiológicos, as
mulheres são afetadas com maior frequência do que os homens.
A fobia social, na maior parte das vezes, inicia-se na adolescência,
tendo curso crônico e precedendo outras morbidades. As mais frequentes são
fobia simples e depressão maior, além de aumentar o risco para transtornos de
abuso do álcool. Segundo o National Comorbidity Survey (NCS), nos Estados
Unidos, 81% dos pacientes com fobia social têm alguma comorbidade. Os
transtornos comórbidos, de modo geral, são secundários do ponto de vista
cronológico.
Entretanto,
poucos adolescentes fóbico-sociais buscam tratamento. Os sintomas de ansiedade
social são manifestados nos adolescentes, frequentemente na escola.
Instrumentos práticos e validados para rastreamento e identificação de fobia
social são bastante valiosos para serem usados pela equipe escolar (educadores,
coordenadores, enfermeiras da escola). O reconhecimento dos transtornos de ansiedade conduz à melhora da qualidade de vida destes pacientes, podendo interferir no curso do alcoolismo e de outras comorbidades, uma vez que existem tratamentos farmacológicos e comportamentais específicos para estes transtornos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário