Definição e características epidemiológicas e clínicas.
A fobia social é definida como um temor pronunciado e persistente diante de uma ou mais situações sociais ou de atuação em público, na qual, a pessoa se vê exposta. O sujeito teme ou evita situações nas quais é possível a observação por parte de outras pessoas e quando isso ocorre teme que passe aos outros uma avaliação negativa. Observa-se que os sujeitos não demonstram dificuldades quando realizam suas tarefas em particular, tais comportamentos torna-se presente somente quando os outros estão observando-o.
Segundo CABALLO (1995) é preciso uma atenção redobrada na infância do sujeito, pois segundo as pesquisas, foi identificada uma porcentagem de 33 % de indivíduos que iniciaram o transtorno entre os 0-10 anos, concluindo que o transtorno muitas vezes costuma ser crônico e durar a vida toda, na qual a intervenção exigirá à modificação desses padrões de modo gradual, sobretudo a duração será mais prolongada.
Sujeitos com fobia social evitarão situações como: iniciar e manter conversações; marcar um encontro com alguém; falar com pessoas desconhecidas; ir a festas; fazer e receber elogios; falar em público (diante de grupos); escrever/trabalhar quando percebe que está sendo observado, etc.
Os sintomas somáticos mais frequentes são: palpitações, sudorese, tremores, tensão muscular, sensação de vazio n o estômago, boca seca, sentir calor/frio, dores de cabeça, entre outros.
HEIMBERG (1995) propõe a existência de alguns tipos de fobias:
Fobia social discreta: Consiste quando o indivíduo teme uma situação.
Fobia social não generalizada: Quando são temidas várias situações.
Fobia social generalizada: É diagnosticada quando o sujeito teme a maioria das situações.
Considera-se a possibilidade de adotar um sistema de classificação de três subtipos de fobias sociais: 1) tipo de atuação, 2) tipo de interação limitada e 3) tipo generalizado. Alguns autores como STEIN, WALKER e FORDE, (1994), prepuseram a inclusão do medo de falar em público como um subtipo específico da fobia social.
Bases teóricas do tratamento da fobia social
I. Condicionamento clássico, operante e por observação.
Os sintomas da fobia social constituem uma resposta condicionada adquirida por meio da associação do objeto fóbico e uma experiência aversiva. Uma vez que se tenha desenvolvido a fobia e evitado a situação fóbica que impede ou reduz a ansiedade condicionada, consequentemente será reforçado o comportamento evitado.
Essa evitação mantém a ansiedade, pois é difícil o sujeito aprender que a situação temida não é de fato tão perigosa quanto ele pensa ou antecipa.
HUGDAHL (1981) constata que 58% dos sujeitos que desenvolveram fobia social, adquiriram suas fobias em consequências de uma experiência direta, relatando uma timidez pré-mórbida.
II. Consciência pública de si mesmo.
A consciência pública de si mesmo sugere que os estímulos relativos à avaliação social podem ser mais destacados e que indivíduos podem reagir em maior grau frente aos resultados dos acontecimentos sociais.
III. Apresentação de si mesmo.
As pessoas experimentam ansiedade social quando estão presentes duas condições necessárias e suficientes. Primeira, a pessoa tem que estar motivada para causar a impressão determinada entre os demais, e a segunda condição necessária para produzir ansiedade é que o indivíduo acredite que não será capaz de transmitir as impressões que realmente deseja transmitir e, portanto, não será visto da maneira que deseja.
IIII. A vulnerabilidade
É a percepção que uma pessoa tem de si mesma, vendo-se sujeita a perigos internos e externos. Quando a vulnerabilidade está ativa, a informação que chega é processada em termos de fraqueza em vez de força, a sensação se mantém em distorcer dados contraditórios, pois o sujeito com fobia social está entre a ameaça social e avaliando constantemente a gravidade de uma ameaça em potencial a sua capacidade de enfrenta-la.
Resultados empíricos da eficácia dos tratamentos cognitivos comportamentais para a fobia social.
O tratamento cognitivo-comportamental da fobia social é dividido em quatro tipos de procedimentos: 1)estratégias de relaxamento: Baseia-se na noção de que essas técnicas proporcionarão aos pacientes meios para enfrentar suas ansiedades. 2) treinamento em habilidades sociais: Refere-se a um grupo de técnicas que ensina comportamentos interpessoais, com o propósito de melhorar a competência dos indivíduos. 3)exposição: São as situações temidas da vida real, possuindo um componente básico para a redução eficaz do medo. 4) reestruturação cognitiva: Terapia cognitiva
o blog de vcs está bem completo, utilizaram artigos mas também videos que auxiliam no entendimento..
ResponderExcluirParabéns! :)